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Produto campinense na Alemanha
Empresa brasileira mostra software inédito no mundo na feira internacional de tecnologia em Hannover. Foi inventado por uma equipe de CG
Made in Campina Grande: empresa brasileira mostra software inédito do mundo em feira de tecnologia na Alemanha.
O software brasileiro "GoldenDoc" promete ser uma das estrelas da CeBit (www.cebit.de) , feira internacional de tecnologia que começou ontem, em Hannover, na Alemanha. Trata-se de um robusto banco de dados que já está sendo utilizado por grandes empresas e instituições estrangeiras e nacionais, como a Interpol, Polícia Federal brasileira, Polícia espanhola, Hospital Albert Einstein, Bradesco, Gol Linhas Aéreas e diversos tribunais de justiça brasileiros.
O GoldenDoc tem tudo para se transformar na grande dor de cabeça do crime organizado no mundo, que se vale da ausência e cruzamento de informações para promover a lavagem de dinheiro, tido como a grande fonte financiadora do narcotráfico no mundo.
A CeBit é a maior feira de tecnologia da informação da Europa e reúne estandes de 72 países. O Brasil será representado por 21 empresas, sendo 25% do total de Campina Grande, cidade do interior da Paraíba que tem reconhecido potencial para o desenvolvimento tecnológico.
O consórcio de exportação PBTech (www.pbtech.com.br)é o responsável pelo sucesso desses empreendimentos tecnológicos, e levará para Hanover 5 empresas (Insiel Tecnologia, Eletrônica, Light Infocon Tecnologia S/A, Zenite Tecnologia e Teleinfor-mática, Era Digital e S. Toledo Tecnologia.).
"Nosso produto (GoldenDoc - aplicação que utiliza como plataforma tecnológica, o LightBase - Banco de Dados Textual Multimídia) é uma biblioteca virtual para gestão de documentos e recuperação textemunhal com um browse totalmente customizável permitindo acesso as informações cadastradas de qualquer parte do mundo, rápida implantação e segurança através de criptografia", afirma Alexandre Beltrão Moura, que é gerente de Marketing da Light Infocon e e vice-presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação e Software, Regional Pernambuco/Paraíba, que destaca sua ferramenta como inédita no mundo pelas características que oferece.
O software foi inventado pela equipe campinense da Light Infocon com investimento total de R$ 5 milhões (recursos próprios e provinientes do Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES). Por se tratar de uma empresa de capital aberto a Light Infocon divulga um faturamento anual de R$ 2,5 milhões. "Nosso diferencial é o não pagamento de royalties", destaca Moura.
Pelas suas diversas aplicabilidades o GoldenDoc varia muito de preço, dependendo da customização pode custar o mínimo de R$ 495,00 e chegar a um máximo de R$ 300 mil.
"O software brasileiro sofre muita discriminação, inclusive por parte do governo brasileiro, que poderia investir mais, tornando o instrumento de compras governamentais numa poderosa ferramenta de desenvolvimento da capacidade tecnológica brasileira", analisa Alexandre Moura, esperançoso que o presidente Lula da Silva mude essa lógica perversa onde uma empresa brasileira só é valorizada internamente depois que seus produtos fazem sucesso no exterior.
O consórcio formado pela PbTech recebe financiamento do Sebrae e Agência de Promoção de Exportações (Apex), que têm como foco principal as micro e pequenas empresas. Além das instituições financiadoras, o programa recebe o apoio da Fundação Parque Tecnológico, Núcleo Softex, Associação Comercial e da Fiep - Federação das Indústrias do Estado da Paraíba.
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