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Pólo de pesquisa e tecnologia da Paraíba participa da maior feira de tecnologia do mundo
www.radiobras.com.br
14:17 Brasília, 15/3/2003 (Agência Brasil - ABr) - Nem mesmo a criatividade do mais conhecido escritor alemão, Goethe, seria capaz de imaginar que em tempos modernos países como o Brasil, considerado exótico na Europa, pudessem trazer produtos de última geração produzidos e desenvolvidos no Sertão. O mesmo Sertão épico de Euclides da Cunha, que presenteou o Brasil com várias gerações de intelectuais, criados nesta região seca. Sem dúvida, imaginação é o que nunca faltou aos nordestinos, por que então não direcioná-la para o mundo virtual? A resposta à proposta pode ser vista na Cebit, maior feira do setor no mundo, realizada em Hanover, Alemanha, aberta no 12 e que vai até 19 de março, onde podem ser vistas as últimas novidades do mercado internacional.
O pólo de tecnologia de Campina Grande nasceu com o crescimento da tecnologia desenvolvida pela Universidade Federal da Paraíba, que já em 1967 decidiu investir na informática. Em 1984 houve a criação do parque tecnológico, que desde então não parou de se expandir. Segundo Alexandre Moura, diretor de marketing da Light Infocon Tecnologia, a primeira participação das empresas de Campina Grande na Cebit só foi possível através do stand coletivo. Um pavilhão de 240m² realizado com apoio da Apex- Brasil (Agência de Promoção de Exportações do Brasil ), que abriga 11 empresas da área de hard e software. "Empresas de médio e pequeno porte não poderiam arcar com os custos de um stand individual", afirma Alexandre.
A presença de estrangeiros em Campina Grande tornou-se algo natural. Com o crescimento da universidade alguns professores foram trazidos de outros países. O resultado é que na cidade pode-se encontrar hindus, poloneses, canadenses ou franceses totalmente adaptados à realidade do Nordeste. Seus filhos tornaram-se brasileiros o que confirma o Brasil como um país de fácil integração cultural. Integração essa que facilita as negociações com clientes estrangeiros. A Light Infocon, por exemplo, além de haver conquistado contratos importantes no Brasil (Polícia Federal, Infraero, Ministério da Defesa) com seus softwares para bancos de dados e gerência eletrônica de documentos, também apostou nesse talento brasileiro e hoje tem clientes internacionais como a polícia espanhola e a Interpol.
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