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Software brasileiro comemora sucesso na CeBIT 2004
Portal Softex - 25/03/2004
A participação brasileira na CeBIT 2004 foi uma unanimidade. Empresas gaúchas, catarinenses e paraibanas que participaram do Pavilhão do Software Brasileiro na tradicional feira de informática européia comemoram o sucesso obtido no evento, que reuniu 72 países, totalizando mais de 6.400 expositores, distribuídos em 27 pavilhões.
O primeiro dia do evento registrou a visita de pelo menos 61 mil pessoas - movimento 20% maior que no ano passado, sendo 13% mais de estrangeiros, sobretudo de países como Turquia, Eslovênia, Holanda, Bolívia, Índia, Sudão, Suíça, Portugal e Alemanha.
A CeBIT trouxe resultados positivos para o Brasil e, em especial, para o Rio Grande do Sul. Dentre as 16 empresas privadas brasileiras que participaram do evento, três são gaúchas: DBserver, Digistar e Criterium. Juntam-se a elas o governo do Estado do Rio Grande do Sul, através das Secretarias de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, de Ciência e Tecnologia e da Companhia de Processamento de Dados do Estado (Procergs).
A DBServer, especializada em projetos de software, apresentou os serviços de Fábrica de Software e de Test Bureau, tecnologia utilizada para os testes do software ao longo de sua produção. “Com o processo de testes automático, identificamos com mais rapidez os problemas do software e os resolvemos com maior eficiência”, explica Verner Heidrich, diretor de tecnologia da empresa.
"No primeiro dia já tivemos interessados nas duas áreas, mas o Test Bureau chamou a atenção pelo ineditismo brasileiro na área”, afirma Heidrich. Os fornecedores de software europeus estão realmente considerando a realização dos serviços de testes de seus sistemas a um custo menor", completou o executivo, informando que os produtos despertaram interesse de empresas da Bulgária, Suécia, EUA, Holanda e Jordânia.
A DBServer ficou satisfeita com os contatos efetuados durante a CeBIT. De acordo com Heidrich, a entrada da empresa no mercado europeu pode estar mais próxima.
“Identificamos o potencial de serviços de customização para software de e-commerce através de um fornecedor alemão”, declara, destacando o contato feito com um investidor de risco da Holanda, que viu na DBServer a parceira ideal para atuar na Europa.
A Digistar Telecomunicações levou produtos desenvolvidos com tecnologia própria e padrão internacional, como sistemas telefônicos para plataformas digitais de comunicação. O diretor da empresa, Oldemar Brahm, esteve na CeBIT buscando parcerias com outras empresas, confiante na boa aceitação da tecnologia da Digistar no exterior. Outro executivo em busca de parcerias foi Mario Tillet, diretor da Criterium, especializada em computação móvel. Entre as novidades da empresa está a versão light do aplicativo Best Sales, para automação de vendas.
A Procergs teve uma participação mais institucional, divulgando as potencialidades do RS no setor de TI, com o objetivo de atrair investimentos e identificar oportunidades de negócios em e-gov. A companhia assinou, durante o evento, um Protocolo de Intenções na área de computação móvel com as empresas Mobicomp (líder no segmento em Portugal), Criterium e com o Agente SOFTEX de Porto Alegre (Sosftsul). Pelo acordo, haverá troca de informações de interesse comercial e tecnológico sobre os mercados brasileiro e europeu, principalmente o mercado português.
Entre as rodadas de negócios agendadas por consultores da Softsul, o destaque foi a ida ao Instituto Fraunhofer, conceituado instituto de pesquisa internacional, visando futura parceria com o RS. A Procergs, representante do governo gaúcho, foi visitada por Rainer Speidel, responsável pelo relacionamento estratégico da Intel na Europa, visando a realização de negócios da empresa no Estado.
As empresas catarinenses presentes ao evento - SoftExpert, de Joinville, e a Fundação Certi, de Florianópolis – também tiveram atuação destacada. A SoftExpert já atua no exterior e fez lançamentos de seus 18 módulos de aplicativos para Organização Internacional de Padrões (ISO), qualidade e controle de documentos, banco de dados, inspeção e qualificação de fornecedores. A Fundação Certi (Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras) apresentou um sistema de visão panorâmica de 360 graus para uso em áreas de segurança, videoconferência e turismo.
Paraibanos eram maioria
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| Alexandre Moura e Jairo Fonseca, da Light Infocon, reúnem-se com Daniel Vennari e um técnico do Grupo Mersan, para discutir um contrato de representação dos softwares LightBase e GoldenDoc na Espanha, Alemanha e Itália |
As empresas paraibanas Light Infocon, Apel, Insiel, Zenite, New Ink e Phoebus, representantes do consórcio de exportação PBTech, avaliaram a participação de forma positiva. A Light Infocon abriu a série de encontros de negócios no estande brasileiro com uma reunião com dois executivos do grupo espanhol Mersan, visando formalizar um contrato de representação dos softwares LightBase e GoldenDoc na Espanha, Alemanha e Itália. No encontro, foram discutidos aspectos financeiros e técnicos do contrato de representação.
Segundo Alexandre Moura, diretor da empresa, a negociação começou durante a feira espanhola SIMO TCI 2003, da qual participou junto ao PBTech, em novembro do ano passado, e já se encontra na fase final de acertos. "Esperamos concluir as negociações até o final de abril ou início de maio", afirmou. A Light Infocon teve mais de 30 reuniões agendadas durante a CeBIT, e espera sair da Alemanha com pelo menos dois negócios bem encaminhados, um deles nos Estados Unidos.
A participação em grandes eventos internacionais não é novidade para os integrantes do consórcio. Moura, que também é vice-presidente da Sociedade SOFTEX, esteve recentemente na China, Espanha e Portugal, e já se prepara para retornar ao Oriente, em maio, integrando a delegação empresarial que acompanhará a missão do Presidente Lula à China.
O executivo sugere que sejam eleitos os mercados mais interessantes para o Brasil – como, por exemplo, EUA, Espanha, Alemanha e China – nos quais se deve ter presença anual em grandes eventos do setor, fixando a imagem do software brasileiro nestes mercados. O apoio deve ser contínuo, e não só financeiro, mas também político e comercial.
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